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31 Julho, 2026

Resultados do Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias de Portugal Continental | 2024-2025

O Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias, coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a colaboração dos municípios de Alcobaça, Faro, Ílhavo, Lagos, Ovar, Pombal, Póvoa de Varzim, Torres Vedras, Viana do Castelo e Vila Nova de Gaia, bem como do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Matosinhos e da Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, identifica o turismo e as atividades de recreio, bem como o saneamento, como as principais fontes identificáveis de resíduos.
Os fragmentos de plástico representam cerca de metade, ou mais, de todos os itens recolhidos nas 15 praias que integram a rede nacional de monitorização.

Os resultados do Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias de Portugal Continental, relativos aos anos de 2024 e 2025, revelam que o plástico continua a ser o material predominante nas zonas costeiras nacionais, representando 89,5% dos itens identificados em 2024 e 88% em 2025. O relatório, desenvolvido no âmbito de um protocolo de cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Fundação Oceano Azul, destaca que os fragmentos resultantes da degradação de plásticos constituem uma parcela muito significativa dos resíduos encontrados, correspondendo a 55% em 2024 e a 47,8% em 2025.
Com campanhas realizadas regularmente em 15 praias distribuídas pelas cinco regiões do território continental, a monitorização permitiu identificar o "Top 10" dos resíduos mais frequentes. As beatas e filtros de cigarro registaram um aumento expressivo, passando de 7,2% em 2024 para 9,8% em 2025. Entre os resíduos mais comuns encontram-se ainda as embalagens de batatas fritas e guloseimas, as cápsulas e tampas de garrafas e os cotonetes com haste de plástico, que continuam a surgir em quantidades significativas, apesar da proibição da sua comercialização.
No que respeita à origem dos resíduos com fonte identificável, o turismo e as atividades de recreio continuam a liderar, representando cerca de 50% em 2024 e 46% em 2025. Seguem-se o saneamento, com 36% e 38%, respetivamente, e os artigos relacionados com a pesca e a aquacultura, responsáveis por entre 10% e 12% dos resíduos identificados.

A recolha detalhada destes dados desempenha um papel fundamental na avaliação da eficácia das medidas de redução do lixo marinho nas praias e no apoio à definição de futuras medidas e instrumentos de política pública. A partir de 2026, a coordenação deste programa de monitorização passou a ser assegurada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Os relatórios completos das campanhas de 2024 e 2025 podem ser consultados AQUI.
 

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