IX Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa – 2027
A nona edição do Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa decorrerá em Timor-Leste (Oé-Cusse Ambeno), de 26 a 30 de julho de 2027, sob o tema A Educação Ambiental a tecer e fortalecer laços de interculturalidade para a paz, a sustentabilidade e a cooperação entre os povos da Lusofonia.
Estruturando-se em quatro eixos temáticos:
Eixo Temático 1: Educação Ambiental para a interculturalidade, a cooperação, a cultura de paz e os direitos humanos.
A concretização de uma cultura de paz, de cooperação, de respeito pela diferença e pelos direitos humanos exige integrar e articular dinamicamente práticas e experiências vivenciadas em múltiplos contextos relevantes, abrangendo, quer comunidades historicamente vinculadas à lusofonia, quer países e redes de outros quadros linguísticos e culturais.
Este processo assenta no reconhecimento, valorização, capacitação e salvaguarda de saberes, conhecimentos, práticas e tecnologias tradicionais, locais, camponesas e ancestrais que sustentam uma relação simbiótica, equilibrada e de respeito para com a natureza.
Desta forma, constroem-se e consolidam-se os princípios orientadores de uma Educação Ambiental inclusiva, crítica e transformadora, no âmbito da promoção e efetivação de caminhos de descolonialidade, de cultura de paz, de direitos humanos, de interculturalidade e de cooperação.
Eixo Temático 2: Educação Ambiental como pilar estratégico de governança, articulação social e ecocidadania.
Os territórios, enquanto espaços de identidade, gestão integrada e desenvolvimento sustentável – alicerçados na conservação e biodiversidade, valorização e proteção dos ecossistemas, dos recursos naturais e da diversidade biológica –, são bases essenciais para a construção da ecocidadania.
Neste contexto, a democracia e a participação social, ao garantirem o envolvimento ativo dos cidadãos e das comunidades nos processos de decisão e governança ambiental, afirmam-se como pilares fundamentais de transição e transformação socioecológica, orientados para a adoção de modelos de desenvolvimento mais resilientes, inclusivos e ambientalmente responsáveis.
Para a sua concretização e permanencia a longo prazo, é essencial reconhecer a justiça intergeracional e o protagonismo dos jovens como agentes de mudança. Cabe-lhes liderar a construção contínua deste processo, situando a sustentabilidade como princípio orientador transversal das políticas públicas e das práticas sociais.
Eixo Temático 3: Educação Ambiental no sistema educativo: prioridades emergentes em contextos da policrise.
O conceito de policrise reflete a convergência das múltiplas crises interligadas que caraterizam a sociedade contemporânea, nomeadamente nos âmbitos ambiental, climático, económico, sociopolítico e sanitário. Perante este cenário complexo, a Educação Ambiental (EA) assume uma função de relevância estratégica no sistema educativo, afirmando-se não como uma mera disciplina complementar, mas como um vetor indispensável para a formação e transformação de uma cidadania consciente, responsável e capacitada para compreender e mitigar os desafios globais.
A intensificação dos impactos ambientais decorrentes das atividades antrópicas, percetível no aquecimento global, na perda acelerada de biodiversidade, na degradação dos ecossistemas e na contaminação marinha por resíduos plásticos, a par do agravamento das desigualdades sociais, coloca em evidência a falência ambiental dos atuais modelos verticais de desenvolvimento e de consumo, pautados pela cultura do “usar e deitar fora”. Por conseguinte, é imperativo que os sistemas de ensino integrem uma EA transversal, contextualizada, contínua, crítica e verdadeiramente transformadora.
Quando implementada de forma adequada, superando métodos meramente teóricos ou tradicionais, a EA fortalece os processos de educação em ação alinhados com a Educação Ambiental para a Sustentabilidade (EAS). Deste modo, estimula o desenvolvimento integrado de conhecimentos, valores éticos e competências práticas que capacitam cada cidadão a reconhecer a profunda relevância da sua relação com a natureza, fundamentando o exercício de atitudes assentes na responsabilidade socioambiental, na solidariedade e na mobilização coletiva.
Eixo Temático 4: Educação Ambiental como instrumento fundamental para o desenvolvimento de políticas de economia verde e azul.
Para o desenvolvimento eficaz de políticas de economia verde e azul, é fundamental clarificar, articular e consolidar estes conceitos, garantindo que se afirmem como efetivos instrumentos de sustentabilidade.
Neste processo, desempenha um papel essencial a valorização dos produtos, recursos e competências locais associados a estes domínios, bem como a identificação e o desenvolvimento de serviços e recursos existentes ou com potencial de implementação. Destacam-se a promoção do turismo sustentável, a gestão integrada dos recursos e serviços vitais, tais como a água e a alimentação, e a conceção, implementação e manutenção de infraestruturas e tecnologias verdes e azuis.
Requer-se ainda o reconhecimento do valor estratégico do ecossistema oceânico em diferentes escalas de análise, a promoção de práticas sustentáveis na agricultura e na segurança alimentar e, na base de toda a intervenção, a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas.
A integração articulada destes elementos evidenciará, de forma inequívoca, a relevância da Educação Ambiental no desenvolvimento destas políticas, ampliando a sua mais-valia na promoção de modelos de desenvolvimento sustentáveis, resilientes e inclusivos.
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VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa – 2025
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A candidatura do Brasil à realização do VIII Congresso foi apresentada por Marcos Sorrentino, assessor da Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil: organizar o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa será um enorme desafio para o Brasil.
A candidatura do Brasil foi aprovada por unanimidade e aclamação pela Rede Luso.
Assista aqui ao cerimónia de lançamento da VIII edição do Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa.
Consulte aqui o relatório da participação da APA.
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A construção de identidades ancoradas nos territórios onde a língua portuguesa enriquece-se com diversos sotaques e dialetos, foi proporcionada num primeiro encontro presencial em Joinville, durante o VI Congresso Ibero-americano de Educação ambiental. Ali sentiu-se a necessidade da articulação permanente da lusofonia. Em 2007, a necessidade torna-se realidade e dá lugar ao 1º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Galiza, em Santiago de Compostela. Aproximadamente 250 participantes, dos oito países de língua portuguesa e Galiza, analisaram o estado da arte da educação ambiental, realizando-se diversas conferências, painéis e mesas-redondas que abrilhantaram o evento e revelaram o entrelace de diversas bases teóricas.
O Brasil promoveu, em 2013, o 2º Congresso Lusófono de Educação Ambiental dos países de língua portuguesa e Galiza, em Cuiabá, Mato Grosso. Recuperou-se o estado da arte novamente nos espaços da rede lusófona, além de algumas regiões e comunidades que mantêm vinculo com a lusofonia, como é o caso da Galiza. Procurou-se um fio condutor na (des)colonialidade, que percorreu o debate de três dias de evento, fazendo emergir os sentimentos de pertença, o fortalecimento da educação ambiental e os itinerários de um sonho lusófono, fortalecendo a Comunidade dos Países, regiões e comunidades falantes da Língua Portuguesa. Iniciou-se um amplo debate sobre um vasto programa de educação ambiental lusófono, que deverá ter seguimento nas edições futuras deste congresso.
Em 2015, a Torreira, Portugal, foi palco do III Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. A comissão organizadora e todas as pessoas que participam na coordenação dos diferentes grupos trabalharam para que este espaço proporcionasse uma multiplicidade de olhares que cruzam com o campo da Educação Ambiental dos países, regiões e comunidades falantes da língua portuguesa, além de fomentar o amplo debate no fórum promovido pela Rede Lusófona sobre o tema “Educação Ambiental e Participação Social: travessias e encontros para os bens comuns”, contribuindo para o fortalecimento da REDELUSO e da própria Educação Ambiental.
Em 2017 realizou-se, em Santo António do Príncipe, São Tomé e Príncipe, o IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, organizado pelo Governo Regional do Príncipe. A programação contou com a multiplicidade de olhares que cruzam com o campo da Educação Ambiental dos países, regiões e comunidades falantes da língua portuguesa, fortalecendo o amplo debate no fórum promovido pela Rede Lusófona sobre o tema “A TERRA É UMA ILHA: A Educação Ambiental como resposta às suas fragilidades e como contributo para viver nos seus limites”.
Em 2019 realizou-se, o V Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, nos Bijagós, Guiné Bissau. Pretendeu-se fomentar o amplo debate no fórum promovido pela Rede Lusófona sobre o tema “Crise Ecológica e Migrações: Leituras e Respostas da Educação Ambiental", contribuindo para o fortalecimento da REDELUSO e da própria Educação Ambiental. Este congresso teve como inovação um Fórum Infantojuvenil e um painel inteiramente dedicado à infância e juventude na CPLP, no ano que a CPLP designou como o ano para a Juventude.
Realizou-se em Cabo Verde, sob organização da Universidade de Cabo Verde (UNICV), nas Ilhas de São Vicente e Santo Antão, entre os dias 31 de outubro a 6 de novembro o VI Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa – 2021.
Foram dinamizadas diversas atividades incluídas na programação, tais como: oficinas; mesas de diálogo; minicursos; café com poster; apresentação de livros e revistas; visitas a iniciativas e projetos locais.
O evento contou com cerca de 150 participantes.

Realizou-se em Moçambique, na cidade de Maputo, entre os dias 3 e 9 de julho, o VII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa – 2023.
“A Educação Ambiental: a chave para a Sustentabilidade” é o lema deste VII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. A sua amplitude é também um chamado à ação, permitindo agregar diferentes preocupações, abordagens e agentes e, assim, exercitar os objetivos da Rede Lusófona de Educação Ambiental (REDELUSO) previstos desde a sua criação, em 2005: proporcionar a partilha dos programas de formação, sensibilização, comunicação e divulgação ambiental realizados em cada país; dar visibilidade à produção científica e às principais publicações no campo da EA; e, especialmente, promover um espaço de debate entre as pessoas e organizações que compõem a comunidade lusófona que atuam no campo da EA.
Uma vez mais a APA (com apoio da CPLP e da SGMAAC) esteve ativamente presente no Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, na sua VII edição em Maputo, Moçambique.
Esta presença na sétima edição do congresso, quer na participação direta nos trabalhos (partilha de conceitos e experiência de prática pública; processos participativo de construção e implementação consensual da ENEA), quer na dimensão reforçada de formação de quadros dos organismos públicos de Ambiente (enquadramento de referência; experiencia acumulada de implementação; comparação com projetos e metodologias de outros países; discussão de casos concretos nas suas múltiplas dimensões), alcançou notório sucesso.
Este congresso teve um total de 656 participantes, a esmagadora maioria presencial. Moçambique, país anfitrião, foi o que contou com o maior número de participantes, logo seguido de Portugal, com 56 participantes presenciais.
Consulte aqui os relatórios de participação da APA: