Esta obra consiste na realização de uma alimentação artificial de praia com um volume de 1 milhão de m3 de areia, depositados entre a Nova Praia/Praia da Saúde e o limite norte da Praia de São João da Caparica.
A obra é realizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, com a colaboração da Administração do Porto de Lisboa, sendo a empresa responsável pela execução dos trabalhos a ROHDE NIELSEN A/S.
É no “verão marítimo” que a altura das ondas tende a ser menor, garantindo melhores condições de operacionalidade e segurança das dragas para realizar a intervenção.
Espera-se uma duração total de cerca de 2 meses, sempre dependente das condições do estado do mar.
Estima-se uma longevidade mínima de 5 anos. Este valor depende da dinâmica sedimentar e do número/energia das tempestades marítimas nos próximos anos.
As interdições são temporárias e faseadas por troços. Consulte o Mapa Interativo para verificar, em cada momento, as áreas temporariamente interditas.
Sim. Serão sempre comunicadas alternativas que permaneçam abertas e seguras para uso. Consulte o Mapa Interativo para verificar, em cada momento, as praias disponíveis.
O volume total de sedimento arenoso não agregado a movimentar nesta intervenção é de 1 000 000 m³.
A areia é dragada no canal principal de navegação da barra sul do rio Tejo (jurisdição da Administração do Porto de Lisboa), em área previamente estudada e licenciada.
As areias depositadas estão molhadas, o que lhes confere tonalidade mais escura. Sendo dragadas do fundo do mar, podem conter matéria orgânica natural, o que também contribui para a cor. Com a evaporação da água e a exposição solar, a areia adquire uma cor idêntica à da praia antes do enchimento. Esta presença de matéria orgânica natural não compromete a qualidade nem a segurança: a areia cumpre a legislação aplicável e é isenta de contaminantes.
Com a ação natural de ondas, correntes e marés, parte da areia colocada na praia emersa é transferida para a zona submersa. Essa acumulação submersa contribui para dissipar a energia das ondas, mitigando os efeitos das tempestades sobre as obras costeiras, praias e dunas.
O custo total é de 8 603 850 € (IVA incluído), financiado pela Agência Portuguesa do Ambiente, pela Administração do Porto de Lisboa e por fundos comunitários (Programa de Ação Climática e Sustentabilidade).
Toda a documentação correspondente às fases de contratação pública é pública e pode ser consultada na secção Peças processuais.
Sim. A intervenção assenta em diversos estudos técnicos e científicos e culminou na elaboração de um projeto de execução.
A fiscalização é realizada pela RIOBOCO, em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente.