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As inundações são a catástrofe natural que ocorre com maior frequência e que pode causar devastação generalizada, com perda de vidas, danos económicos e sociais e impactos ambientais. Desde 2000, as inundações na Europa causaram pelo menos 700 mortes, a deslocação de cerca de meio milhão de pessoas e pelo menos 25 mil milhões de euros de prejuízos económicos.

Por inundação entende-se cobertura temporária por água de uma terra normalmente não coberta por água. Inclui as cheias ocasionadas pelos rios, pelas torrentes de montanha e pelos cursos de água efémeros mediterrânicos, e as inundações ocasionadas pelo mar nas zonas costeiras.
Por risco de inundação entende-se a combinação da probabilidade de inundações e das suas potenciais consequências prejudiciais para a saúde humana, o ambiente, o património cultural e as atividades económicas.
As alterações climáticas podem agravar os fenómenos de inundação, seja pelo aumento da intensidade de precipitação, pela sua duração ou repetição sucessiva. Por outro lado, as inundações podem ser agravadas com a impermeabilização dos solos, a ocupação dos leitos de cheia e a destruição ou diminuição das áreas de floresta.

A estratégia para a gestão dos riscos de inundações, no âmbito da Diretiva 2007/60/CE, foca-se na identificação das áreas de risco de inundação, na cartografia de áreas inundáveis de risco de inundações e por último nos Planos de Gestão dos Riscos de Inundações (PGRI). Desta forma pretende-se aumentar da resiliência da sociedade, com redução dos danos para a saúde humana (incluindo perdas humanas), o ambiente, o património cultural, as infraestruturas e as atividades económicas, com a implementação de medidas:

  • Preparação passam pelo desenvolvimento de sistemas de previsão e alerta, planeamento de emergências e ações de sensibilização pública.
  • Prevenção estão associadas às políticas de ordenamento e utilização do solo (incluindo a sua fiscalização) e da relocalização de infraestruturas.
  • Proteção compreendem soluções estruturais e não estruturais que visam a diminuição do caudal ou da altura de escoamento.
  • Recuperação e Aprendizagem estão associadas ao restabelecimento da normalidade (rede hidrográfica e sociedade) após a ocorrência de inundações e à avaliação de modo a melhorar as práticas futuras (lições aprendidas).