Escala Internacional INES

Escala Internacional INES

A Escala Internacional de Ocorrências Nucleares (INES) constituiu um meio expedito para, em termos corretos, informar o público sobre a gravidade das ocorrências em instalações nucleares. Valorizando-se essas ocorrências facilita-se o entendimento entre a comunidade nuclear, os meios de comunicação e o público.

Foi elaborada por um grupo internacional de especialistas reunidos pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e pela Agência de Energia Nuclear da OCDE (AEN/OCDE). Concebida inicialmente para classificar ocorrências em centrais nucleares, é aplicável a outras instalações nucleares civis.

As ocorrências classificadas nesta Escala estão unicamente relacionadas com a segurança nuclear e radiológica. Acidentes industriais não radiológicos ou outras ocorrências não relacionadas com a operação de instalações nucleares não são classificados na Escala.

A classificação na Escala INES é feita em 7 níveis. Os níveis baixos (1-3) são designados incidentes e os níveis elevados (4-7) acidentes. Ocorrências que não tenham relevância para a segurança são classificados como Abaixo da Escala/Nível Zero.

Em regra, espera-se que, por cada aumento de 1 nível na Escala, a frequência de ocorrências venha dividida por 10.

Como exemplo, e considerando o caso francês que tem um vasto programa nuclear:

  • nível 0 (desvios em relação ao funcionamento normal de instalações ou em transporte): ocorrem várias centenas de eventos em cada ano;
  • nível 1 (anomalias de não conformidade, funcionamento fora dos limites autorizados de uma instalação ou em transporte): um pouco acima de uma centena de eventos por ano;
  • nível 2 (incidentes que reduzem significativamente as margens de segurança mas sem as anular, ou contaminação significativa ou sobre-exposição de trabalhadores): menos de cinco por ano.

 

A Escala INES não deve ser utilizada para comparar o grau de segurança das centrais nucleares entre diferentes países, nem a classificação INES pode ser identificada com a classificação de emergência, a qual é utilizada como base do plano de emergência. Ela serve, apenas, para comunicar ao público o grau de gravidade de uma ocorrência.

A experiência tem demonstrado que as consequências de uma emergência geralmente não são totalmente compreendidas antes da avaliação completa da situação, feita a posteriori. Como se pretende comunicar, tão cedo quanto possível uma ideia da gravidade da situação, é usual e recomendado que a classificação seja indicada o mais rapidamente possível, com a indicação de provisória, e é muito natural e frequente, que a classificação inicial venha a sofrer alterações.

A Agência Portuguesa do Ambiente é o correspondente nacional INES. Cabe-lhes a missão de, o mais rapidamente possível, comunicar informação oficial sobre ocorrências classificadas como nível 2 ou superior e quaisquer outras que possam atrair o interesse do público a nível internacional.

O público e os meios de comunicação social têm livre acesso aos últimos seis meses da informação que é disponibilizada no Sítio da AIEA através do Sistema NEWS.