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Conhecimento

O desafio imediato maior no que respeita ao nexo Ambiente e Saúde é o do CONHECIMENTO.

Encontram-se em curso PROJETOS DE INVESTIGAÇÃO aplicada que agregam enormes recursos, quer de organizações internacionais, quer europeias, quer nacionais.

A APA está envolvida em 2 destes grandes projetos, relacionados com os riscos químicos e com a resistência aos antimicrobianos. Consulte aqui tudo o que está acontecer nestes 2 Projetos.

 

BIOMONITORIZAÇÃO HUMANA

https://www.who.int/teams/environment-climate-change-and-health/chemica…

https://www.oecd.org/env/ehs/aboutchemicalsafetyandbiosafety.htm

https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---europe/---ro-geneva/---ilo-…

 

https://www.hbm4eu.eu/

https://echa.europa.eu/pt/home

 

Projeto HBM4EU em Portugal

Direção Geral de Saúde

Fundação para a Ciência e Tecnologia 

Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge 

Escola Superior das Tecnologias de Saúde de Lisboa 

Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa  

 

O projeto HBM4EU sobre Biomonitorização Humana no domínio das substâncias químicas pretende desenvolver um inventário de produtos químicos relevantes para a biomonitorização humana e para os quais até ao momento não existem dados de biomonitorização. Pretende também desenvolver e harmonizar métodos para (1) triagem suspeita de compostos emergentes conhecidos e (2) triagem não-alvo de compostos ainda desconhecidos. Obtenção de novos dados sobre Biomonitorização Humana. Identificação de (misturas de) produtos químicos emergentes de exposição e preocupação toxicológica em amostras humanas selecionadas.

Pretende ainda, recolher informação e identificar lacunas de modo a poder durante o seu curso dar resposta ao máximo possível das questões que têm vindo a ser colocadas no âmbito de Ambiente-Saúde mais especificamente no domínio da biomonitorização humana assim, foi identificada uma primeira lista de substâncias prioritárias em colaboração com os formuladores de políticas em 2016, para serem trabalhadas no período 2017-2018, a saber: Família Anilina, Bisfenóis, Cádmio e cromo VI, Misturas químicas, Substâncias emergentes, Retardantes de chama, Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs), Compostos per- / poli-fluorados, Ftalatos e Hexamoll® DINCH

Uma segunda ronda de priorização foi realizada entre 2017 e 2018. A 2ª lista de substâncias prioritárias do HBM4EU inclui: Acrilamida, Solventes apróticos, Arsênico, Diisocianatos, Chumbo, Mercúrio, Micotoxinas, Pesticidas, Benzofenonas.

Portugal propôs a inclusão do Grupo das Micotoxinas, que foi aceite. Este novo grupo de substâncias em estudo é liderado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Está a decorrer a consulta para a terceira ronda de priorização para 2020 a 2021. O objetivo desta terceira ronda será identificar prioridades para a investigação na futura iniciativa europeia de biomonitorização humana após 2021.

Com o objetivo de informar os cidadãos sobre cada substância química, as implicações da exposição e de como esta pode ser reduzida têm vindo a ser elaborados factsheets que se pretende venham a ser desenvolvidos para todas as  substâncias prioritárias estudadas no projeto. Já estão disponíveis para consulta, em português, os seguintes:

BISFENÓIS

FTALATOS

CRÓMIO VI

A  Iniciativa Europeia de Biomonitorização Humana que na prática está a ser implementada através do projeto HBM4EU tinha um horizonte temporal até 2021 mas devido à pandemia Covid-19 foi estendido por mais 6 meses, o seu final está previsto para Abril de 2022.

Dos resultados do projeto HBM4EU destacam-se especialmente as múltiplas publicações científicas elaboradas por pares dentro do projeto que permitiu consolidar as bases para uma rede HBM sustentável.

Muito importante também a implementação da interface ciência-política que foi usada com sucesso para apoiar o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal) e suas estratégias.

Destacam-se ainda os trabalhos sobre a avaliação de misturas e o estabelecimento de uma rede de laboratórios qualificados, O projeto permitiu o fornecimento de dados harmonizados à UE contribuindo para a política comunitária neste domínio.

Em geral, o consórcio influenciou e influenciará processos-chave para a futura política sobre químicos da UE. Trata-se de uma rede com seus mais de 600 cientistas vindos de mais de 120 instituições. O projeto abriu caminho para uma rede HBM de longo prazo na Europa que se espera tenha continuidade no novo desafio que se lhe seguirá a Parceria Europeia para a Avaliação do Risco Químico (PARC).

As metas ambiciosas continuaram na PARC.

Parceria Europeia para a Avaliação do Risco dos Químicos (PARC)

O Parceria Europeia para a Avaliação do Risco dos Químicos - PARC, baseia-se nas lições aprendidas e nos conhecimentos adquiridos noutras iniciativas, nomeadamente no projeto HBM4EU, este projeto tem vindo a investigar a exposição de pessoas às substâncias químicas prioritárias, a identificar o impacto da exposição na saúde e facilitar a transferência de resultados científicos para a política. O HBM4EU mostrou que a cooperação entre agências nacionais, organizações de investigação e os serviços e agências da UE podem funcionar bem e promover a compreensão mútua e o conhecimento conjunto.

O objetivo geral do PARC é consolidar e fortalecer a capacidade de Investigação e Inovação (I&I) da UE para a avaliação de risco químico (AR) para proteger saúde humana e o ambiente. Ligados a isso estão três objetivos específicos (OE) em torno dos quais são estruturados 9 pacotes de trabalho (WP) e desenvolvidos 13 pacotes operacionais realistas, mensuráveis, realizáveis e com objetivos verificáveis.
OE 1 Reunir numa rede interdisciplinar a comunidade dos avaliadores de risco e entidades reguladoras da UE e nacionais para definir prioridades para I&I em AR químico.

OE 2 Realização de um programa conjunto de I&I para responder às prioridades acordadas em AR químico entre as entidades europeias e nacionais de AR químico e as suas redes científicas. 

OE 3 Garantir acesso à comunidade dos avaliadores de risco europeus, sua rede científica e as partes interessadas mais amplas às capacidades de I&I necessárias para implementar AR químico inovadoras.

Os pacotes de trabalho contemplam:

WP1: Coordenação geral. 
WP2: Estabelecimento de uma rede interdisciplinar para definir prioridades para I&I em AR químico, irá configurar uma agenda para a interface ciência-política através de um processo de priorização, disponibilizando o conhecimento da PARC e promovendo ativamente sua consideração regulatória, trabalhando também para a sustentabilidade da rede.
WP3: Garantir o desenvolvimento de sinergias e colaborações com iniciativas externas, será responsável pelas relações com as partes interessadas e a cooperação internacional e desenvolverá ferramentas apropriadas para a comunicação e divulgação dos resultados da PARC.
WP4: Monitorizar e medir a exposição tanto em humanos quanto no ambiente, levando em consideração as diferentes fontes, destinos químicos e vias de exposição, trabalhando com os métodos e as ferramentas analíticas inovadoras necessárias.
WP5: Contribuir para a consideração de novas abordagens e métodos de avaliação de dano e fornecimento de dados para preenchimento de lacunas no conhecimento sobre contaminantes mal caracterizados ou novos perigos emergentes, terá ainda como objetivo promover o uso de métodos e ferramentas inovadoras e contribuir para a integração de novas tecnologias.
WP6: Contribuir para o desenvolvimento de métodos regulatórios viáveis ​​e eficazes de AR para a saúde humana e o ambiente.
WP7: Fortalecer o intercâmbio e a reutilização de dados regulatórios e de investigação interagindo com todos os outros pacotes de trabalho. 
WP8: Disponibilização de conceitos e "caixas de ferramentas" na forma de modelos, conceitos e ferramentas integradores para o avaliação de substâncias seguras e sustentáveis desde a conceção e, introdução do conceito de alerta precoce. 
WP9: Apoio ao desenvolvimento de capacidades laboratoriais e de networking, tanto nas várias áreas de atividade, como identificando redes existentes e a serem desenvolvidas, apoiando a implementação de abordagens de Garantia e Controlo da Qualidade, avaliação da reprodutibilidade dos desempenhos e sua monitorização e disponibilização de formação para os membros das parcerias e das comunidades de avaliadores e gestores de risco. 

A PARC teve início a 1 de Maio de 2022 e terminará na Primavera de 2029, tendo o seu lançamento ocorrido em 11 de maio de 2022.

 

 

 

COMBATE À RESISTÊNCIA AOS ANTIMICROBIANOS

 

https://www.who.int/teams/surveillance-prevention-control-AMR/national-action-plan-monitoring-evaluation/library-of-national-action-plans

https://www.who.int/initiatives/glass

https://www.oecd.org/health/health-systems/antimicrobial-resistance.htm

https://www.cdc.gov/onehealth/index.html

https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-policy/one-health

 

 

https://onehealthejp.eu/

https://cordis.europa.eu/project/id/773830

 

 

https://www.dgs.pt/programa-de-prevencao-e-controlo-de-infecoes-e-de-resistencia-aos-antimicrobianos.aspx

https://www.dgav.pt/acessorapido/conteudo/uma-so-saude/