EMBAIXADOR do HBM-PT

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EMBAIXADOR DA NATIONAL HUB PORTUGAL (NH-PT)

O núcleo que constitui a comissão instaladora da National Hub Portugal foi criada para gerir a participação portuguesa no projeto europeu HBM4EU e criar as bases de uma futura plataforma nacional de Biomonitorização Humana em Portugal. Este núcleo é constituido pelas entidades que estão a participar no projeto europeu HBM4EU e são: APA, DGS, INSA, FCT, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, através do Instituto de Saúde Ambiental e Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa.

A NH-PT nomeou o Professor João Lavinha, investigador e ex-Presidente do INSA, para Embaixador do projeto HBM4EU e Embaixador informal da National Hub Portuguesa com a função de apoiar a ligação entre a estrutura do projeto e a sociedade civil. 

Transcrevem-se algumas palavras da "Síntese conclusiva e perspetivas" apresentada pelo Doutor João Lavinha no encerramento do 2º workshop HBM-PT.

"... Uma outra constatação repetidamente feita ao longo desta jornada foi a de que o conceito e a prática da biomonitorização humana têm um enorme potencial de estabelecer “pontes”, embora esse potencial esteja ainda longe de ter sido plenamente explorado e concretizado:

1. Pontes entre investigação e regulação: espera-se que as atividades de (bio)monitorização humana abram caminho a uma normalização ou, no mínimo, harmonização metodológica que permita estabelecer séries espácio-temporais comparáveis à escala europeia (ou mesmo global) e, por essa via, discernir padrões evolutivos e avaliar o impacto de intervenções preventivas, mitigadoras ou adaptativas em relação aos efeitos adversos da exposição de indivíduos e populações humanas a produtos químicos.
2. Pontes entre setores da governação: para além dos óbvios (e já bem presentes neste workshop) pilares da saúde e do ambiente, tornou-se clara a necessidade de incorporar no HBM-PT as visões da produção e segurança dos alimentos (agricultura, pescas e indústrias alimentares), da proteção das condições de trabalho, da economia (em particular das indústrias extrativas e transformadoras), da defesa do consumidor, da ciência e tecnologia e, não menos importante, da educação (incluindo a educação ao longo da vida).
3. Pontes entre a biomonitorização humana e biomonitorização não humana (espécies sentinela, espécies para consumo) e entre estas e a monitorização dos ecossistemas (solo, meio hídrico, ar, …).

Para que todas estas conexões em rede sejam estabelecidas, parece indispensável que o Portuguese National Hub, constituído no âmbito da iniciativa HBM4EU – Human Biomonitoring for European Union, seja plenamente instalado (sem esquecer o previsto conselho de stakeholders alargado) e atue também junto dos responsáveis políticos relevantes (Assembleia da República, Governo, Autarquias locais), no sentido de serem criadas condições para dar continuidade ao trabalho de biomonitorização humana (que, em Portugal, recebeu novo impulso a partir de 2017) para além do termo daquela iniciativa europeia (2021). O começo do novo ciclo parlamentar e governativo (2019-2023) poderá ser particularmente oportuno para este tipo de atuação tendo em vista a sustentabilidade (inclusive financeira) do próprio processo de monitorização no nosso País. Este afigura-se ser da maior relevância para a proteção da saúde dos portugueses, através da produção de dados nacionais que apoiarão a adoção de medidas de prevenção/mitigação dos riscos químicos, permitindo a redução do impacto desses riscos na saúde e no bem-estar dos cidadãos."