As barragens em Portugal

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Os recursos hídricos superficiais, em Portugal Continental, são dependentes das características geográficas, climáticas e fisiográficas, e as disponibilidades hídricas têm, em média, valores apreciáveis no país. Mas a distribuição no espaço e no tempo destas disponibilidades é marcadamente irregular. Durante o Verão, o caudal dos rios portugueses é em diversos casos diminuto, chegando a anular-se. Estes factos explicam, em parte, a atual distribuição das barragens no País.

 Albufeira   Barragem do Funcho   Barragem de Montargil   Barragem do Alto Rabagão

Mapa das Barragens

Existem em Portugal cerca de 250 grandes barragens, com altura superior a 15 metros ou armazenamento superior a 1 hm3 (1 milhão de metros cúbicos). (ver barragens em Portugal)

Algumas destas barragens foram construídas a fim de criar armazenamentos de água capazes de garantir, nuns casos, o fornecimento de água para rega, e, noutros, o abastecimento público, sobretudo nas regiões de maior irregularidade de recursos, em particular no sul e no Interior.

A rega é a principal utilização consumptiva de água e o regadio, a partir de albufeiras, tais como sejam o Alqueva e diversas outras, tem grande importância no País.

O abastecimento público a partir de albufeiras existe em várias cidades portuguesas e outros aglomerados, desde logo em Lisboa, a partir da albufeira de Castelo de Bode. Este tipo de origem de água é utilizado sobretudo em zonas do território onde os aquíferos, ou os rios, não são por si só suficientes para o fornecimento dos necessários caudais, com a garantia exigida.

No Norte do País, onde os recursos são mais abundantes e regulares, construíram-se aproveitamentos hidroelétricos, quer de regularização quer a fio-de-água, para a produção de energia.

A atenuação de cheias, pelo papel dos armazenamentos disponíveis nas barragens, tem também importância em várias zonas do país, tanto nos grandes rios que vêm de Espanha, onde os armazenamentos das barragens espanholas têm um papel importante, como nos rios portugueses, caso do Mondego e outros, e ainda em linhas de água de menores dimensões. As barragens não evitam as cheias nos rios, mas podem atenuar, sobretudo para cheias frequentes e de média frequência, os seus efeitos.

Parte das albufeiras de grandes barragens, em Portugal, é hoje de fins múltiplos, quer porque as albufeiras existentes ganharam novas utilizações, quer porque a evolução do conceito de planeamento integrado dos recursos hídricos tem levado ao abandono gradual de grandes aproveitamentos monovalentes.

As pequenas barragens são em número superior às grandes barragens. Foram e são construídas para vários fins e, em especial, para rega, sobretudo no Sul e Interior, guardando água no inverno para uso na estiagem.