Mercado de carbono

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Após uma primeira fase, a partir de finais de 2006, de investimento em fundos geridos por terceiros, o FPC está, desde 2008, a realizar também investimento em créditos gerados por projetos MDL - reduções certificadas de emissão (RCE), e IC - unidades de redução de emissões (URE) e a adquirir créditos de unidades de quantidade atribuída, através do investimento nos chamados green investment schemes (GIS).

O Fundo dispõe de compromissos de aquisição de 11 Mt de créditos de carbono. De acordo com a análise de risco ao desempenho dos projetos CDM, perspetiva-se que o Fundo apenas virá a receber cerca de 6,5 Mt créditos carbono pré 2012, dos quais o FPC já dispõe de 5,5 Mt na sua conta no registo nacional.

Relativamente à composição do investimento efetuado, verifica-se um maior peso relativo da participação em fundos de carbono (que investem em projetos de MDL e IC) e da aquisição de AAU (Assigned Amount Unit). A aquisição de créditos em mercado secundário (bolsas de carbono) apresentam um menor peso na carteira de investimentos do FPC.

 

Fundos de Carbono

O FPC participa em 4 fundos de Carbono:

  • APCF – Asia Pacific Carbon Fund, gerido pelo ADB (Asia Development Bank - Banco Asiático para o Desenvolvimento);
  • CFE – Carbon Fund for Europe, gerido pelo Banco Mundial;
  • LCF – Luso Carbon Fund, gerido pela MCO2;
  • NatCap – gerido pela Natsource.

 

Comércio Internacional de Licenças de Emissão

Ao abrigo do Comércio Internacional de Licenças de Emissão, em 21 de Outubro de 2009, o FPC assinou a AAUPA (Assigned Amount Unit Purchase Agreement) com a Letónia, para a aquisição de 4 milhões de Assigned Amount Units. Adicionalmente, ao abrigo do CFE (Carbon Fund for Europe - fundo gerido pelo Banco Mundial), foi efetuado um compromisso de aquisição de AAU, em pequena escala (200 mil AAU). O FPC já recebeu, no âmbito desta operação, 200 mil AAU referentes à sua participação no CFE.

Salienta-se, por se considerar muito relevante, a política de investimentos do FPC em AAU:

Apenas associado a GIS (Green Investment Scheme);Preferencialmente "Hard-greening": potencial de redução de emissões elevado;Monitorização dos projetos GIS: por auditor internacional independente;Possibilidade de escolha do tipo de projetos no âmbito do GIS: para que, caso a caso, tendo em consideração critérios de adicionalidade, se garanta o máximo de redução de emissões possível.

 

Mercado Secundário

O Fundo Português de Carbono desenvolveu operações de aquisição de créditos de carbono em mercado OTC – Over The Counter - que visaram a aquisição de 862.578 CER, a um preço médio (tudo incluído) de 12,27€, predominando, por tipologia, projetos de Energias Renováveis e de tratamento de

Os ganhos acumulados face às cotações de mercado ascendem a cerca de 210 mil euros, e sem considerar “prémio de qualidade” e custos de transação.