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Ambiente e Saúde

 

A proteção do ambiente e da saúde constitui um dos maiores desafios que se colocam à sociedade moderna, sendo cada vez mais assumido o compromisso de salvaguarda da equidade entre gerações, assente num modelo de desenvolvimento sustentável.

De acordo com os resultados do inquérito Eurobarómetro de 2007, questionados os cidadãos europeus no sentido de avaliarem em que medida os fatores ambientais afetariam a sua saúde, estes entenderam ser os químicos (64%), a qualidade dos alimentos (59%), o ar exterior (51%) e a qualidade da água para consumo (50%) aqueles que, e na sua perceção, de forma mais significativa afetariam a saúde. No inquérito Eurobarómetro de 2008, 64% dos europeus questionados atribuíram uma elevada importância à proteção do ambiente, sendo esta percentagem um pouco superior quando analisamos especificamente as respostas dos cidadãos portugueses: cerca de 67%. Constata-se ainda, no mesmo inquérito de 2008, que 78% dos cidadãos europeus (37% concordam totalmente e 41% tendem a concordar) e em particular 89% dos portugueses (38% concordam totalmente e 51% tendem a concordar) consideram que os problemas ambientais afetam diretamente a vida quotidiana, revelando desta forma o quão importante é o ambiente para o bem-estar da sociedade.

No que se refere às soluções para as problemáticas do ambiente, a Agência Europeia do Ambiente (AEA) no Relatório “O Ambiente na Europa – Situação e Perspectiva 2010: Síntese”, com base no Eurobarómetro de 2008, menciona que “de acordo com diversas sondagens, as pessoas que se preocupam com o estado do ambiente consideram a disponibilização de mais informação sobre as tendências e pressões ambientais uma das formas mais eficazes de fazer face aos problemas ambientais, a par da instituição de multas e da rigorosa aplicação da lei”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) no documento “Preventing disease through healthy environments: Towards an estimate of the environmental burden of disease” coloca em evidência o significativo impacto do ambiente na saúde humana, estimando que 24% do “peso” global da doença e 23% de todas as mortes podem ser atribuídas a fatores ambientais.

Reconhecida que é a necessidade de melhoria ambiental associada a um incremento da qualidade de vida e à redução de doenças (morbilidade) e mortes (mortalidade) atribuídas a fatores ambientais, torna-se indispensável aprofundar o conhecimento da relação de causalidade entre estes fatores e os efeitos na saúde. No estudo desta relação importa ter em consideração a duração, a frequência e a intensidade da exposição, bem como as características dos indivíduos e o seu contexto social, não devendo ser esquecida a sinergia entre os diferentes poluentes no ambiente e no organismo.

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