Seminário "Conservação e reabilitação de habitats para a fauna piscícola da região hidrográfica do Tejo e ribeiras do oeste

Realizou-se no dia 19 de junho, no auditório da Direção Geral do Território, o Seminário "Conservação e reabilitação de habitats para a fauna piscícola da região hidrográfica do Tejo e ribeiras do oeste”, promovido pela APA.

A fauna piscícola na Região Hidrográfica do Tejo apresenta elevada riqueza e especificidade, apesar das pressões que se fazem sentir nos ecossistemas aquáticos e ribeirinhos, em particular o grau de artificialização da rede hidrográfica e o crescente número de espécies exóticas, observável em muitas bacias hidrográficas. A fauna piscícola é frequentemente sensível e em si, um excelente indicador de alterações, da mesma forma indicando quando o ecossistema regressa a uma boa qualidade.

Atualmente, existem na bacia do Tejo 29 espécies piscícolas, das quais 21 espécies autóctones, com destaque para dois endemismos, a Boga de Lisboa e a Lampreia-de-rio do Nabão, com áreas de distribuição reduzidas, e para os migradores diádromos que realizam grandes deslocações entre o mar e as zonas interiores.

Relativamente às bacias das Ribeiras do Oeste existem 13 espécies, das quais 9 são autóctones, destacando-se o Ruivaco do Oeste, endemismo destas bacias hidrográficas e com uma área de distribuição atualmente circunscrita a três pequenas bacias hidrográficas.

A bacia hidrográfica do Tejo é também uma das fronteiras europeias a sul europeia  da truta de rio, muito sensível e boa sentinela das alterações climáticas e degradação de habitats fluviais.

Pretende-se neste Seminário abordar as comunidades piscícolas na Região Hidrográfica do Tejo e ribeiras do Oeste, evidenciando a relação entre as principais pressões e as medidas de conservação e de reabilitação da rede hidrográfica que contribuam para a sua recuperação e conservação.

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