Relatório especial do IPCC sobre aquecimento global de 1,5º C

Relatório especial do IPCC sobre aquecimento global de 1,5º C

Foi apresentado no dia 8 de outubro, pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas) o mais recente relatório Special Report on Global Warming of 1.5°C.

Este relatório avalia os impactes do aquecimento global de 1.5°C acima dos níveis pré-industriais e as correspondentes emissão de gases estufa, no contexto de um fortalecimento da resposta global à ameaça das alterações climáticas, do desenvolvimento sustentável e dos esforços para erradicar a pobreza.

Tal como referido no comunicado de imprensa, “limitar o aquecimento global a 1.5ºC exige mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes em todos os aspetos da sociedade. Com benefícios claros para as pessoas e ecossistemas naturais, limitar o aquecimento global a 1.5ºC em comparação a 2ºC pode andar de mão dada com a garantia de uma sociedade mais sustentável e equitativa”.

Neste contexto, o IPCC afirma ser necessária uma transição rápida e abrangente na gestão do território, da energia, indústria, transportes e cidades, com reduções das emissões globais significativas antes de 2030 e neutralidade carbónica em 2050. Afirmou o Presidente do IPCC, Houseung Lee que “Cada meio grau importa, cada ano importa, cada escolha é importante - não temos tempo a perder”.

Portugal comprometeu-se internacionalmente com o objetivo da neutralidade carbónica em 2050, i.e., reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa por forma a que o balanço entre as emissões e as remoções seja nulo em 2050.

Este objetivo está em linha com o Acordo de Paris, no âmbito do qual Portugal se comprometeu a contribuir para limitar o aumento da temperatura média global do planeta a 2ºC. e a fazer esforços para que esta não ultrapasse os 1.5ºC.

Para este efeito está a ser desenvolvido o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 cujo principal objetivo é a identificação e análise das implicações associadas a trajetórias alternativas, tecnicamente exequíveis, economicamente viáveis e socialmente aceites, e que permitam alcançar o objetivo de neutralidade carbónica da economia Portuguesa em 2050.