APA apresenta resultados das análises à água e espuma do Tejo

O Tejo não tem cheias desde maio de 2016. O ano de 2017 caracterizou-se por temperaturas muito elevadas, com ondas de calor inclusivamente em novembro. A precipitação tem sido igualmente abaixo da média, o que tem determinado a situação de seca que se observa.

Há, portanto, uma redução dos caudais no rio, facto que consequentemente diminui a capacidade de carga das massas de água /meio recetor, atendendo aos usos existentes no rio Tejo.

Neste contexto, desde o início de 2017, a APA reforçou a monitorização da qualidade da água no rio Tejo, com principal enfoque nas albufeiras de Fratel e Belver, tendo inclusive, a partir de novembro, vindo a ser realizadas amostragens de dois em dois dias e, mais recentemente, todos os dias.

A monitorização e fiscalização efetuadas demonstram relativamente ao parâmetro CQO (Carência Química de Oxigénio), valores elevados, acima da capacidade de carga que a massa de água consegue assimilar.

Esta elevada carga de matéria orgânica tem provocado a redução significativa do oxigénio dissolvido no meio recetor, conduzindo pontualmente a condições de anoxia (ausência de oxigénio), facto que é negativo para o bom estado do rio.